sexta-feira, 3 de junho de 2011

CONDROMALÁCIA PATELAR OU DOR FÊMURO-PATELAR

Olá caros leitores, hoje vamos falar sobre condromalácia patelar, patologia que vem atingindo um número grande de pessoas.


A Condromalácia patelar consiste em uma patologia crônica degenerativa da cartilagem articular da superfície posterior da patela e dos côndilos femorais correspondentes, que produz desconforto e dor ao redor ou atrás da patela. É comum em jovens adultos, especialmente jogadores de futebol, ciclistas, jogadores de tênis e corredores.
A condromalácia patelar refere-se ao joelho que foi estruturalmente danificado, enquanto que o termo mais genérico síndrome da dor patelo-femural se refere aos estágios iniciais dessa condição, na qual os sintomas ainda podem ser completamente revertidos. Porém, eventualmente, mudanças causadas por reações inflamatórias internas da cartilagem produzem um dano estrutural muito mais difícil de ser tratado.

GRAUS E CARACTERÍSTICAS
  • I - amolecimento da cartilagem e edemas
  • II - fragmentação de cartilagem ou fissuras com diâmetro < 1,3cm diâmetro
  • III - fragmentação ou fissuras com diâmetro > 1,3cm
  • IV - erosão ou perda completa da cartilagem articular, com exposição do osso subcondral


SINTOMAS

Os principais sintomas são: dor profunda no joelho ao subir e descer escadas, ao levantar-se de uma cadeira, ao correr, muitas vezes restringindo atividades físicas. Dores atrás ou ao redor da patela, ocorrem principalmente quando o joelho é flexionado - como ao subir escadas ou agachar-se, por exemplo. Uma ardência ou dor ao ficar com o joelho flexionado por longos períodos, mesmo sem forçá-lo, também é um sintoma comum na condromalácia patelar, além de crepitação e estalos, muitas vezes audíveis. É possível também a presença de derrame intra-articular (edema).

CAUSAS

A causa exata ainda permanece desconhecida, porém segundo a literatura, acredita-se que esteja ligada a fatores anatômico, histológicos e fisiológicos, que resultam no enfraquecimento e amolecimento da cartilagem envolvida.
O fator mais comum é o traumatismo, seja por um trauma crônico por fricção crônica entre a patela e o sulco patelar do fêmur - por onde ela passa durante a flexão do joelho - em razão do uso inadequado de aparelhos de ginástica, exercícios em step, agachamentos ou leg press, bem como pela prática inadequada de esportes, com força excessiva aplicada na patela; ou por um trauma distinto, como uma pancada ou choque do joelho sobre um objeto, e lesão aguda da cartilagem femoropatelar, com impedimento da nutrição ideal dessa estrutura devido às rachaduras originadas.

Aqui, vão algumas recomendações:

  • Excluir exercícios e esportes de alto impacto (futebol, vôlei, basquete, corrida, ciclismo) ou atividades suspeitas de causarem a lesão. Natação é um bom exercício para manter o condicionamento físico sem afetar o joelho.
  • Reforçar os músculos fracos, fazendo exercícios leves e de baixo impacto. É especialmente importante reforçar o músculo vasto medial para equilibrar as forças atuantes sobre a patela - fazendo extensão de cada perna separadamente, por exemplo.
  • É importante avaliar o limite de extensão e flexão do joelho durante os exercícios, para não agravar o quadro. Peça ao profissional para demonstrar. Evite a sobrecarga.
  • Alongar quadríceps, banda iliotibial (lateral), posterior da coxa, tendões e panturrilha regularmente. Não esquecer de alongar bem antes e depois dos exercícios.
  • Colocar gelo no joelho após os exercícios.
  • Evitar subir e descer escadas.
  • Garantir lugar suficiente para a perna no carro ou no seu lugar de trabalho, evitando manter o joelho flexionado mais de 90 graus por muito tempo.
  • Manter boa postura e evitar cruzar as pernas por longos períodos.
  • Não sentar sobre as pernas com o joelho em hiperflexão.
  • Quando estiver deitado, não deixar o peso do corpo pressionar ou mover a patela, usando um travesseiro para manter os joelhos levemente separados e as patelas no lugar.
  • Usar sapatos confortáveis, principalmente durante os exercícios.
  • Evitar aplicar peso excessivo na articulação afetada, perdendo peso se necessário.
  • É imprescindível fazer uma avaliação com um reumatologista, um ortopedista, fisioterapeuta, para receber o tratamento correto. Jamais faça exercícios em academias sem a assistência de um professor de educação física. As orientações dadas aqui podem ser excluídas com o tempo.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

O diagnóstico mais detalhado é feito, normalmente, através de um exame de Ressonância Magnética e em vários casos é recomendado o uso de anti-inflamatórios, fisioterapia e até mesmo cirurgia (casos mais graves).
Caso se trate de doença crônica, o tratamento baseia-se apenas na redução da dor. Não há um protocolo rígido de indicação de tratamento. É necessário estudar a forma mais eficaz para cada paciente de acordo com o grau da lesão adquirida, e que, principalmente, não cause dor.
O fortalecimento do quadríceps é primordial, e é preciso também recuperar a potência do membro inferior, executando exercícios com um grau de dificuldade progressiva, evitando uma sobrecarga na articulação fêmoro-patelar


Espero que essa matéria lhe ajude em seus conhecimentos. Até em breve com novas matérias!!
Por Heitor Machado.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Apostila Avaliação Respiratória

Amigos, o Conexão traz hoje para vocês uma apostila sobre Avaliação Respiratória, ela discorre um pouco sobre como esta deve ser e quais os sinais mais relevantes.
Esperamos que ela possa lhe ajudar nos seus estudos.
Pedimos que você, caro leitor, deixe sempre seu comentário, pois ouvir a vossa opinião é de extrema importância para a continuidade deste blog.
Em breve disponibilizaremos novas apostilas exclusivas do Conexão Fisio.

O link para download da apostila é o seguinte: Avaliação Respiratória

Por hoje é só, muito obrigado pela atenção e esperamos vossos comentários.


Alessandro Santos

quinta-feira, 31 de março de 2011

Luxação Congênita de Quadril (LCQ)

                                                       


Luxação ou Displasia Congênita do Quadril (LCQ) é a perda do contato da cabeça do fêmur com o acetábulo. Esta luxação ocorre tanto antes, como depois do nascimento, e se não diagnosticada, ou tratada inadequadamente, o paciente terá um defeito físico para o resto da vida.
Não se sabe muito a respeito, mas admite-se que três fatores estejam relacionados à sua causa.

1. Genético: a flacidez ligamentar predisponente;

2. Hormonal: devido à liberação do hormônio relaxine pelo útero fetal, em resposta à presença de estrógenos e progesterona na circulação fetal;

3. Mecânico: posicionamento intra-uterino, nascimento de nádegas.

Na luxação persistente o acetábulo é raso e pode ser preenchido por tecido fibroso e adiposo. Como resultado disso, a cabeça do fêmur é deslocada para cima e lateralmente ao acetábulo e, pela pressão exercida no osso ilíaco, pode fazer uma depressão nesse osso formando uma pseudocavidade.

Os ligamentos podem estar estirados, devido ao deslocamento da cabeça femoral. A cápsula se alonga à medida que a cabeça femoral se desloca para cima. O rebordo fibrocartilaginoso está, freqüentemente, dobrado para dentro da cavidade acetabular e isso pode impedir a redução da luxação.

As alterações musculares ocorrem quando o tratamento inicial não teve sucesso, os músculos psoas, adutor e os da face posterior da coxa sofrem encurtamento.

A luxação pode ser devida também ao excesso de mobilidade das articulações (Rose, 1986).
As características clínicas não são muito óbvias até que a criança comece a andar, então nesta face deve-se observar a assimetria das pregas glúteas, o encurtamento de um membro e a abdução limitada em flexão. Se a luxação for bilateral pode ser mais difícil o diagnóstico, mas se observarmos o períneo iremos notar que ele é mais largo que o normal e a lordose pode ser notada precocemente.

No recém-nascido, duas manobras podem dar o diagnóstico de LCQ:

*Manobra de Ortolani - consiste em uma sensação tátil, um "click", sentido pelo examinador quando se faz a abdução das coxas a partir de uma flexão de joelho e quadril. Esta sensação significa o encaixe da cabeça do fêmur com o acetábulo.
* Manobra de Barlow - serve para determinar se há instabilidade de quadril, e consiste em provocar ativamente o deslocamento femoral unilateral então, o "click" acontece.

TRATAMENTO

Via de regra o tratamento é conservador. A cirurgia pode ser indicada, quando o tratamento conservador fracassar. O objetivo do tratamento visa repor a luxação e manter esta reposição, causando o menor traumatismo possível a cabeça do fêmur e aos tecidos moles adjacentes à articulação coxofemoral.

TRATAMENTO FISIOTERAPEUTICO

O tratamento fisioterápico durante a utilização do aparelho de fixação (gesso), consiste em tentar fazer isometria da musculatura dos MMII dentro do próprio gesso, e trabalhar o tronco com flexão, extensão e lateralizações. Após a retirada do aparelho de fixação, fazer mobilização ativa, combinado com exercícios de reforço e reeducação da marcha. É possível, que a criança tenha receio de movimentar-se após o tempo gessado, sendo aconselhado à hidroterapia, com os exercícios de apoio sobre os pés (marcha, saltos), e com exercícios para as pernas, estando a criança sobre uma prancha, com intenção de estimular as atividades funcionais corporal. O treinamento da marcha pode ser iniciado assim que a criança conseguir ficar de pé, com os membros inferiores em alinhamento relativamente normal.




Faça o download do material sobre Luxação Congênita de Quadril:

Até a proxima caros leitores!!!




terça-feira, 15 de março de 2011

Novidades no Conexão Fisio

Amigos, foi pensando em melhor cumprir a nossa missão de cada vez mais levar conhecimentos á todos, numa contínua conexão de saberes, que o Conexão Fisio traz mais um serviço para melhor atender-lhes. A partir de hoje o este blog começa a disponibilizar alguns arquivos para download. Esperamos com isto que ele se torne mais útil a todos vocês, leitores amigos.


Para abrir este novo recurso do blog disponibilizamos hoje dois arquivos para download sobre Circulação Fetal, este são complementos para o post sobre o mesmo tema publicado aqui. Um destes arquivos traz uma apresentação em PowerPoint esquematizando de forma dinâmica  a circulação fetal, acreditamos que ela facilitará o aprendizado.



Para saber mais sobre Circulação Fetal acesse o nosso post sobre o tema: Circulação Fetal

Por hoje é só, espero que gostem desta nossa novidade, um abraço.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Power Balance, mito ou verdade?

  Olá caros leitores do CONEXÃO FISIO, hoje vamos falar de um assunto que está invadindo jornais, revistas, sites, etc. A utilização da PULSEIRA DO EQUILÍBRIO. Como não temos opinião formada a respeito, já que não tivemos oportunidade de testá-la, este post traz relatos prós e contra as mesmas, retirados em alguns sites; deixamos para você, amigo leitor, decidir se elas funcionam ou não.



Segundo o site Pulseira Equilíbrio: “a função da Pulseira do Equilíbrio Power Balance é estimular e estabelecer a sua energia natural de forma a conseguir que o seu corpo adquira uma estabilidade e resistência acima da que normalmente sente. [...] o que interessa é melhorar a sua capacidade física e mental.”
Por sua vez, o site da empresa diz o seguinte: “Power Balance é um acessório esportivo desenvolvido por um processo especial, baseado nas filosofias orientais e holísticas. Power Balance é um estilo de vida!”
O site Ceticismo Aberto traz um artigo intitulado “Pulseira do equilíbrio”, Power Balance não funcionam, onde traz argumentos contra a mesma como se pode ver:
“Um estudo com 79 voluntários na Faculdade de Ciências de Atividade Física da Universidade Politécnica de Madri, Espanha, demonstrou que as pulseiras Power Balance não têm qualquer efeito sobre nosso equilíbrio. Comandado por Jesús Javier Rojo, médico e professor, o estudo envolveu estudantes e duas provas de equilíbrio, com e sem a pulseira, que foram fornecidas pela própria companhia que as vende. Aqui está o detalhe importante: foi um estudo duplo-cego, onde nem os estudantes nem os realizadores do experimento sabiam quais pulseiras continham os hologramas quânticos e quais os tinham removidos. Isso só seria descoberto depois. Os testes de equilíbrio foram de apoio monopodal e Romberg forçado, e ‘uma vez terminada a tomada de dados, realizou-se um estudo estatístico para ver se havia efeito em ostentar a pulseira com ou sem o holograma ou se o efeito, se existisse, seria placebo’. Os resultados indicam que a pulseira não tem nenhum efeito”, conclui Rojo em declaração ao jornal El País.”
O assunto é controverso e divide opniões divergentes, de um lado os vendedores afirmando sua eficácia e alegando sua comprovação em testes feitos sem nenhum critério científico  que os possa validar; de outro lado uma série de pessoas que dizem que estas pulseiras tem apenas um efeito placebo e são apenas mais um produto para conquista de mercado e de lucros, já que uma pode ser vendida por até R$120,00..
Ainda no site da Power Balance no Brasil traz em uma nota o seguinte: “Reforçamos que nosso marketing é voltado para a comercialização de um acessório esportivo”. Em nenhum momento o site da mesma faz alusão á algo milagroso ou imensamente inovador, mostrando ser apenas “um acessório esportivo, [...] baseado nas filosofias orientais e holísticas.” 
Em um rápida pesquisa no twitter todos os usuários que responderam mostraram-se céticos á esta pulseira. E você o que acha? Deixe seu comentário  respondendo se acredita ou não no poder destas pulseiras e o porquê de sua resposta.

Obrigado pela atenção e até o próximo post.




domingo, 6 de março de 2011

Circulação Fetal

A circulação fetal difere em vários pontos da circulação pós-parto e por isto ela virou o tema do post do Conexão neste domingo.
Sua principal função é assegurar que o sangue oxigenado atinja o cérebro e o coração do feto em máxima saturação de O2. Ela tem início na placenta, local de onde vem o suprimento de O2 que o feto utiliza, uma vez que até o momento do parto seus pulmões encontram-se colabados. A comunicação entre placenta/feto se dá através do cordão umbilical.
O sangue oxigenado da placenta chega ao feto através da veia umbilical e segue em direção ao fígado, próximo ao fígado parte deste sangue é desviada pelo Ducto Venoso (1° Shunt da circulação fetal) para a veia cava inferior (VCI), a outra parte que entra no fígado vai, logo após atravessar a circulação hepática, também para a VCI.
Ducto Venoso

O sangue da VCI se junta ao da veia cava superior (VCS) no átrio direito (AD); a maior parte deste sangue é mandada direto para o átrio esquerdo (AE) pelo Forame Oval (2° Shunt) e uma pequena parte passa para o ventrículo direito (VD); do VD eles vão pela artéria pulmonar (AP) para o pulmão, porém, antes de chegar até eles, grande quantidade é desviada pelo Canal Arterial (3° Shunt) direto para a Aorta descendente, a outra parte vai para os pulmões e como estes ainda estão colabados, apenas oxigena-os e retorna para o AE pelas veias pulmonares. O sangue do AE, proveniente das veias pulmonares e do AD é bombeado para o ventrículo esquerdo (VE) de onde parte para a aorta.                                     
Forame Oval
Canal Arterial
















Do total de sangue que chega à Aorta, 40 a 50% é levado pelas artérias Ilíacas até as artérias umbilicais e daí vai para a placenta para que possa ser feita novamente as trocas gasosas; do restante, a maioria vai oxigenar o cérebro e parte superior do corpo (pois estes necessitam de maior energia para o perfeito desenvolvimento) e a outra parte vai oxigenar as vísceras e parte inferior do corpo. A porção que oxigena o cérebro e parte superior do corpo vai para o AD pela VCS e a pequena porção que oxigena os membros inferiores retorna para a VCI.

Após o nascimento algumas alterações acontecem para tornar a circulação do neonato com a mesma conformação da que ocorre em um adulto.
As principais modificações por ocasião do nascimento são:
  1. Interrupção da circulação placentária: após o nascimento a musculatura lisa das artérias umbilicais se contrai e em apenas alguns minutos ocorre um fechamento fisiológico, impedindo o fluxo sangüíneo do feto em direção a placenta. Fechando também o Ducto venoso.
  2. Fechamento do Canal Arterial: ocorre o fechamento fisiológico por contração muscular imediatamente após o nascimento.
  3. Fechamento do forame oval: este fechamento fisiológico é causado pela combinação do aumento de pressão do átrio esquerdo e diminuição no átrio direito.

Em breve teremos mais posts sobre o sistema circulatório e cardiopatias, aguardem...

Ps. Estamos montando um esquema animado em PowerPoint deste post e buscaremos uma forma de disponibilizarmos a vocês ainda esta semana. Fiquem atentos...

Abraços, até mais e excelente feriado de carnaval á todos.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

CÂNCER DE MAMA NO HOMEM

Olá leitores do CONEXÃO FISIO, o post de hoje traz uma matéria muito importante - o câncer de mama masculino. Em estudos na faculdade, percebemos que os homens adquirem mais doenças que as mulheres, pois eles não se preocupam com a própria saúde. Os posts sobre as doenças que acometem o homem não servirá apenas para enriquecer os conhecimentos, mas para alertar os homens sobre a situação de sua saúde, incentivando-o a frequentar o médico periodicamente.



Quando o câncer de mama é abordado em artigos pela internet, jornal escrito, tele-jornal, etc., muitos associam a doença às mulheres.
O que muitos não sabem é que o câncer de mama não acomete somente o sexo feminino, os homens também podem desenvolver o tumor de mama.
Para cada 100 casos de câncer de mama em mulheres, existe um em homem. Embora seja bem mais raro entre o sexo masculino, a doença é um risco para pacientes menos preocupados com a qualidade de vida e histórico familiar. O maior motivo de detecção da doença em estágio avançado é o preconceito e a falta de conscientização sobre a importância da realização dos exames de rotina.
Geralmente este tipo de câncer acomete o homem de idade mais avançada, sendo mais freqüente na faixa etária de 50 e 60 anos, e representa apenas 0.6% de todos os outros tipos de câncer que atingem o homem. Nos Estados Unidos, nos últimos 20 anos a incidência de tumores de mama no sexo masculino passou de 0.86 para 1.08 em cada cem mil. Os cientistas mergulharam sua atenção nos 2.524 casos de câncer de mama nos homens e 380. 856 nas mulheres, todos diagnosticados durante esse período. Comparando as informações, constataram que, nos homens, a doença vem sendo diagnosticada mais tarde que nas mulheres – aproximadamente aos 67 anos, contra 60.
Nos últimos 15 anos a incidência de câncer de mama no sexo masculino teve um aumento considerável, se comparado aos anos anteriores. Nicolás Díaz Chico - diretor do Instituto Canário de Pesquisa do Câncer (ICIC) – aponta o consumo de álcool, que influencia na metabolização dos hormônios no fígado, como um dos principais fatores de risco do câncer de mama. Estudos também associam a doença ao abuso de estrogênios (hormônios femininos). O fato do câncer de mama feminino ser mais divulgado favorece a conscientização da necessidade de fazer exames periódicos que possibilitam o diagnóstico da doença. Ao contrário do que acontece com as mulheres, os homens não tem o costume de procurar o médico para a realização de exames preventivos, além da falta de informação, as “razões culturais” também influenciam.

DIAGNÓSTICO

Por inúmeros motivos, como por exemplo, para ter sucesso com o tratamento, é necessário que ao notar qualquer alteração na região da mama o homem procure um oncologista. Assim como as mulheres, os homens podem fazer o auto-exame de mama – tocando a mama para sentir se há alguma anormalidade, tomografia e exames de sangue mais complexos, para diagnosticar a doença.

Então, por hoje é só. Espero que sirva para concientizar você homem. Até mais leitores.










domingo, 20 de fevereiro de 2011

Fisioterapia


Amigos, o post de hoje traz uma reportagem do guia de carreiras do portal G1 sobre a Fisioterapia, espero que gostem:
 Após um acidente, uma cirurgia ou um derrame cerebral (AVC) muitas pessoas precisam da ajuda de um fisioterapeuta para recuperar as funções dos membros e sistemas do corpo como voltar a andar, mexer o braço, fazer atividades sem sentir dor, entre outras tarefas.
Profissional da área de saúde, o fisioterapeuta trabalha na promoção do bem-estar, manutenção, prevenção, tratamento e reabilitação do paciente. Com um campo de atuação amplo, o trabalho vai além das áreas já conhecidas como a traumato-ortopédica, neurológica (pacientes que precisam recuperar movimentos após problemas no cérebro) e esportiva.

Os profissionais são cada vez mais requisitados para atuar nas áreas de ginecologia e obstetrícia, dermatologia funcional e estética e geriatria, devido ao envelhecimento da população. “A sociedade identifica o fisioterapeuta com a área de traumatologia. Mas nosso trabalho vai além”, afirma o presidente do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito), José Euclides Poubel e Silva.

De acordo com Silva, o trabalho na ginecologia é voltado para corrigir problemas de disfunções do sistema urinário das mulheres e fortalecer a musculatura da região pélvica. Já no campo da dermatologia funcional, o fisioterapeuta pode, por exemplo, acompanhar pacientes no pós operatório de mastectomia e queimaduras com o objetivo de garantir melhoria na retração da pele e devolver à pessoa a sensibilidade da região atingida.

Tratamentos estéticos como drenagem linfática e massagens também são de responsabilidade desse profissional. “Já há projetos de lei que querem delimitar essa área só para a fisioterapia”, afirma Silva, segundo o qual essas áreas devem demandar mais profissionais nos próximos anos. 

  Vocação 

Para ser um profissional da área é fundamental gostar de lidar com as pessoas, ter noções de biologia e física e ser curioso pelas características do movimento humano. “O aluno deve ter paciência para cuidar dos doentes e compreender as implicações das deficiências humanas”, diz o professor Marcelo Velloso, coordenador do colegiado de curso da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), uma das mais bem avaliadas na área pelo Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).

Para o fisioterapeuta Nilton Petrone, conhecido como Filé, que já tratou de vários esportistas de destaque como Romário, Ronaldo e Gustavo Kuerten, é essencial estar preparado para se deparar com a dor do outro.

  Profissionais 

Segundo dados do Coffito, há 89 mil fisioterapeutas registrados em todo o país. Outros 25 mil possuem cadastro temporário, pois se formaram há pouco tempo e só têm o certificado de conclusão de curso, ainda não receberam o diploma, que dá direito ao registro permanente. A maioria dos profissionais, segundo o conselho, se concentra nos grandes centros.

O salário não é unificado em todo o país. O sindicato de cada estado estipula um piso em negociação com o setor patronal. Em São Paulo, por exemplo, a remuneração mínima fixada é R$ 1.330 para 30 horas de trabalho semanais. Já os profissionais com mais tempo de trabalho ganham entre R$ 2.500 e R$ 3.800.

  Curso
 
Há 379 faculdades de fisioterapia no país, segundo dados de 2005 do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O curso tem duração que varia de quatro a cinco anos.

Nos primeiros semestres, os alunos estudam disciplinas básicas como citologia, anatomia, genética, bioquímica, sociologia, psicologia, entre outras. No ciclo profissional, são ensinadas matérias como movimento e desenvolvimento humano, recursos terapêuticos e fisioterapia aplicada a diversas áreas como, por exemplo, a cardiovascular, a pediatria, e a ortopedia.

A graduação tem um grande período de estágio que, segundo as diretrizes do Ministério da Educação (MEC) deve corresponder a pelo menos 20% da carga horária total do curso. Na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), os alunos passam um ano fazendo estágio em período integral. Na UFMG os estágios são feitos durante um ano e meio em hospitais (setores de emergência e UTI), ambulatórios e postos de saúde. 

Para ver a reportagem completa clique aqui.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Como escolher a mochila escolar pro seu filho


Volta ás aulas! Crianças de volta ás escolas, brincando, estudando, contando as novidades para os amiguinhos. Volta-se também um grande problema, o das mochilas extremamente pesadas. Antes de arrumar a mochila de seus filhos, você que é mãe ou pai, deve atentar para alguns detalhes e é por isto que levantamos este tema hoje no Conexão Fisio.

O excesso de peso das mochilas reduz o espaço entre as vértebras, comprimi as raízes nervosas, e pode contribuir para o aparecimento da hérnia de disco e por isto algumas dicas devem ser levadas em conta. Veja abaixo:

O peso da mochila deve ser no máximo de 10% do seu peso corporal; 

As mochilas devem ter duas tiras para distribuir o peso da melhor forma nos ombros;

As tiras devem ser preferencialmente acolchoadas e ajustadas de forma que a mochila fique rente ao corpo;

A largura da mochila não pode ser maior que o dorso da criança e não deve ultrapassar sua cintura;
Crianças menores devem usar malas ou mochilas com rodinhas;

Em mochilas de rodinhas é importante escolher uma peça com puxador adequado para a altura da criança;

O ideal é que as escolas disponibilizem a cada um dos alunos um armário onde possa guardar seus livros, cadernos e demais materiais, levando para casa apenas aqueles necessários para fazer o dever de casa. Se a escola de seu filho não possui estes armários comece hoje mesmo a fiscalizar o que ele coloca na mochila, a coluna dele lhe agradecerá mais tarde.


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Câncer no homem pede séria prevenção

Olá amigos, hoje trazemos aos leitores do Conexão Fisio um tema pouco visto por muitos brasileiros, mas que acomete boa parte da população masculina - O CÂNCER DE PÊNIS.

Água e sabão pelo menos uma vez no dia. Essa é a receita simples usada por vários médicos urologistas brasileiros para combater o câncer de pênis, que apesar de rara em todo o mundo, tem uma incidência muito alta no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de próstata, bexiga e rins.

Segundo dados levantados no I Estudo Epidemiológico de Prevenção do Câncer de Pênis, realizado pela Sociedade Brasileira de Urologia, o nordeste e Sudeste são as regiões mais afetadas concentrando respectivamente 41,91% e 40,44% dos casos. A mesma pesquisa mostrou que a doença acomete pacientes de renda baixa, de cor branca, moradores das respectivas regiões, sem hábitos de higiene íntima e que demoram a procurar assisntência médica especializada ao notar feridas no pênis. Mais de 81,62% dos casos de câncer de pênis são diagnosticados em homens com mais de 46 anos.

Em Goiás, a cada 45 dias aparece um caso de câncer de pênis, o que leva aos goianos a ficarem atentos à higiene genital e realizar exames periódicos sobre as condições do pênis.

Entre os sintomas da doença estão ferimentos e caroços que não desaparecem após tratamento e que apresentam secreções e mau cheiro, vermelhidão ou coceiras duradouras na glânde (cabeça do pênis) de portadores de fimose (quando a glânde é coberta por pele), manchas esbranquiçadas ou perda de pigmentação, surgimento de tumores no pênis ou na virilha.

O urologista explica que a retirada da pele da extremidade do pênis facilita, e muito, a higienização local. A própria roupa quando o homem é circunciado ajuda na limpeza da área. Parar de fumar ou diminuir o número de cigarros é outra recomendação.

Tratamento doloroso: nos casos mais avançados da doença, que formam a maioria nos consultórios e hospitais, o tratamento mais comum é a amputação do órgão genital, onde dados levantados pelo Data/SUS mostrou que nos ultimos cinco anos aumentou 10% a amputação do órgão genital como tratamento do câncer de pênis. Esse número leva a SBU a acreditar que o país esteja em segundo lugar no ranking mundial, ficando atrás apenas da África.

Prevenção desde a infância: a prevenção do câncer de pênis é a mais simples e indolor entre todos os tipos de câncer. Além da higiene diária do órgão genital, os médicos aconselham os pais à submeterem os filhos à postectomia, também conhecida como cirurgia de fimose. Apesar de ter origem ainda desconhecida, existe uma forte associação entre a presença do prepúcio e o desenvolvimento da doença.

“O importante é que todo homem que chega aos 45 anos saiba que tem que procurar um médico urologista para fins de prevenção. Se antes dessa idade notar feridas no órgão genital ou qualquer sintoma anormal, o paciente deve procurar ajuda médica. A prevenção ainda é o melhor remédio para essa e tantas outras doenças”, ensina o presidente da SBU-MA, Eduardo de Castro Ferreira.