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sábado, 6 de agosto de 2011

SÍNDROME DO PIRIFORME

             
Definição:

É a consequência da compressão do nervo ciático pelo músculo piriforme na sua saída da pelve para a região glútea.
O piriforme é um músculo pequeno e profundo, em formato de pêra, originando-se na face anterior do sacro, insere-se no trocanter maior do fêmur e tem como função a rotação externa da coxa.
O nervo ciático passa debaixo deste músculo, mas em algumas pessoas (10%) ele passa através dele, o que aumenta a predisposição para a síndrome.
O termo SÍNDROME DO PIRIFORME foi usado pela primeira vez por Robinson, em 1947. Ele chamou-a de síndrome porque listou 6 achados que compunham o quadro clínico.
  1. História de trauma na região sacro-ilíaca e glútea;
  2. Dor na região sacro-ilíaca, escoltadura ciática maior e piriforme que desce para a coxa e provoca dificuldades de caminhar;
  3. Aumento da dor quando o paciente que estava sentado fica em pé;
  4. Aumento palpável e doloroso de volume;
  5. Dor ao elevar o membro inferior com o joelho estendido e o paciente deitado de costas ( sinal de Lasegue);
  6. Atrofia glútea, dependendo da duração dos sintomas.
O "teste do piriforme" ´de grande valor diagnóstico e consiste em resistir à rotação lateral do quadril. É positivo quando o paciente refere dor. Podem também ser solicitados, dependendo do caso, exames complementares como ressonância magnética, ultrassonografia, radiografia e eletroneuromiografia.

Caso o nervo ciático esteja muito irritado ou inflamado, o tratamento inicial pode ser calor superficial, tens, iontoforese, laser, repouso e analgésico. Um leve estiramento pode ser realizado posteriormente em posição de decúbito lateral ou em posição sentada. Os exercícios de contrair-relaxar realizados em decúbito ventral também são efetivos no relaxamento do músculo piriforme (Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva). Os estiramentos realizados pelo próprio paciente também são de grande importância ao tratamento. A massagem de fricção transversa profunda também é efetiva no tratamento da tensão do músculo piriforme.





Alguns exercícios:


 
Por Heitor  Machado



sexta-feira, 3 de junho de 2011

CONDROMALÁCIA PATELAR OU DOR FÊMURO-PATELAR

Olá caros leitores, hoje vamos falar sobre condromalácia patelar, patologia que vem atingindo um número grande de pessoas.


A Condromalácia patelar consiste em uma patologia crônica degenerativa da cartilagem articular da superfície posterior da patela e dos côndilos femorais correspondentes, que produz desconforto e dor ao redor ou atrás da patela. É comum em jovens adultos, especialmente jogadores de futebol, ciclistas, jogadores de tênis e corredores.
A condromalácia patelar refere-se ao joelho que foi estruturalmente danificado, enquanto que o termo mais genérico síndrome da dor patelo-femural se refere aos estágios iniciais dessa condição, na qual os sintomas ainda podem ser completamente revertidos. Porém, eventualmente, mudanças causadas por reações inflamatórias internas da cartilagem produzem um dano estrutural muito mais difícil de ser tratado.

GRAUS E CARACTERÍSTICAS
  • I - amolecimento da cartilagem e edemas
  • II - fragmentação de cartilagem ou fissuras com diâmetro < 1,3cm diâmetro
  • III - fragmentação ou fissuras com diâmetro > 1,3cm
  • IV - erosão ou perda completa da cartilagem articular, com exposição do osso subcondral


SINTOMAS

Os principais sintomas são: dor profunda no joelho ao subir e descer escadas, ao levantar-se de uma cadeira, ao correr, muitas vezes restringindo atividades físicas. Dores atrás ou ao redor da patela, ocorrem principalmente quando o joelho é flexionado - como ao subir escadas ou agachar-se, por exemplo. Uma ardência ou dor ao ficar com o joelho flexionado por longos períodos, mesmo sem forçá-lo, também é um sintoma comum na condromalácia patelar, além de crepitação e estalos, muitas vezes audíveis. É possível também a presença de derrame intra-articular (edema).

CAUSAS

A causa exata ainda permanece desconhecida, porém segundo a literatura, acredita-se que esteja ligada a fatores anatômico, histológicos e fisiológicos, que resultam no enfraquecimento e amolecimento da cartilagem envolvida.
O fator mais comum é o traumatismo, seja por um trauma crônico por fricção crônica entre a patela e o sulco patelar do fêmur - por onde ela passa durante a flexão do joelho - em razão do uso inadequado de aparelhos de ginástica, exercícios em step, agachamentos ou leg press, bem como pela prática inadequada de esportes, com força excessiva aplicada na patela; ou por um trauma distinto, como uma pancada ou choque do joelho sobre um objeto, e lesão aguda da cartilagem femoropatelar, com impedimento da nutrição ideal dessa estrutura devido às rachaduras originadas.

Aqui, vão algumas recomendações:

  • Excluir exercícios e esportes de alto impacto (futebol, vôlei, basquete, corrida, ciclismo) ou atividades suspeitas de causarem a lesão. Natação é um bom exercício para manter o condicionamento físico sem afetar o joelho.
  • Reforçar os músculos fracos, fazendo exercícios leves e de baixo impacto. É especialmente importante reforçar o músculo vasto medial para equilibrar as forças atuantes sobre a patela - fazendo extensão de cada perna separadamente, por exemplo.
  • É importante avaliar o limite de extensão e flexão do joelho durante os exercícios, para não agravar o quadro. Peça ao profissional para demonstrar. Evite a sobrecarga.
  • Alongar quadríceps, banda iliotibial (lateral), posterior da coxa, tendões e panturrilha regularmente. Não esquecer de alongar bem antes e depois dos exercícios.
  • Colocar gelo no joelho após os exercícios.
  • Evitar subir e descer escadas.
  • Garantir lugar suficiente para a perna no carro ou no seu lugar de trabalho, evitando manter o joelho flexionado mais de 90 graus por muito tempo.
  • Manter boa postura e evitar cruzar as pernas por longos períodos.
  • Não sentar sobre as pernas com o joelho em hiperflexão.
  • Quando estiver deitado, não deixar o peso do corpo pressionar ou mover a patela, usando um travesseiro para manter os joelhos levemente separados e as patelas no lugar.
  • Usar sapatos confortáveis, principalmente durante os exercícios.
  • Evitar aplicar peso excessivo na articulação afetada, perdendo peso se necessário.
  • É imprescindível fazer uma avaliação com um reumatologista, um ortopedista, fisioterapeuta, para receber o tratamento correto. Jamais faça exercícios em academias sem a assistência de um professor de educação física. As orientações dadas aqui podem ser excluídas com o tempo.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

O diagnóstico mais detalhado é feito, normalmente, através de um exame de Ressonância Magnética e em vários casos é recomendado o uso de anti-inflamatórios, fisioterapia e até mesmo cirurgia (casos mais graves).
Caso se trate de doença crônica, o tratamento baseia-se apenas na redução da dor. Não há um protocolo rígido de indicação de tratamento. É necessário estudar a forma mais eficaz para cada paciente de acordo com o grau da lesão adquirida, e que, principalmente, não cause dor.
O fortalecimento do quadríceps é primordial, e é preciso também recuperar a potência do membro inferior, executando exercícios com um grau de dificuldade progressiva, evitando uma sobrecarga na articulação fêmoro-patelar


Espero que essa matéria lhe ajude em seus conhecimentos. Até em breve com novas matérias!!
Por Heitor Machado.